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Dicas de viagem – BALI – IndonésiaSempre tive grande atração por lugares exóticos e distantes. Quando criança passava horas olhando o Mapa Mundi, encantada com os nomes de lugares onde um dia, de alguma forma, eu sabia que iria conhecer. Com relação a nomes de lugares, não posso deixar de citar uma decepção. Um nome especialmente me atraia: ” Terra do Fogo” ! Que lugar fascinante será esse, por que tem tal nome?  Bem, quando descobri que a razão era simplesmente porque os navegantes que a “descobriram” viram de longe fogueiras acesas, fiquei bastante decepcionada. Claro que a decepção não tem nada a ver com o lugar, mas eu queria um motivo menos banal… Mas eu ia falar sobre Bali. Para mim foi como chegar literalmente num outro tempo, num mundo muito antigo e completamente diferente. Como fomos por nossa conta, sem nenhuma agência, pegamos apenas algumas informações com amigos e dados de uma reportagem do jornal Estado de São Paulo.
São três as principais praias: Kuta, Sanur e Nusa Dua. Kuta é no centro, cheia de gente e lojas. Sanur é como um bairro à parte, com bangalôs maravilhosos perto do mar, e Nusa Dua a praia dos milionários, com grandes hotéis cinco estrelas. Chegamos primeiro em Kuta que é maravilhosa, de águas azuis claras e mar aberto. Ali descobrimos um hotel, na verdade pequenos e lindos bangalôs, separados por arbustos e coqueiros, por 10 dólares por dia. Tudo muito limpo, mas com um detalhe: no chuveiro só agua fria. Com aquele calor todo isso não é problema, embora para quem gosta de tomar banho antes de dormir não seja muito agradável. Ficamos super bem ali onde se hospedava gente do mundo inteiro. Os funcionários têm um balcão onde ficam durante o dia, mas à noite não tem ninguém. Lá pela terceira noite no bangalô ao lado onde havia un sete ou oito rapases, começamos a ouvir gritos, grunhidos, não dava para entender se estavam bêbados, drogados, ou ambos. Nos sentimos muito inseguros e no dia seguinte saimos dali. De qualquer forma querÃamos mesmo dividir o tempo entre as três prais. Kuta é o centro da cidade, você não dá um passo sem alguém te oferecer alguma coisa, especialmente transporte. Você aluga um carro com motorista por quase nada. Tem muitas lojas, e ali deve-se aproveitar para comprar tudo, desde que se tenha paciência: cada item tem que ser negociado. Lá pela vigésima vez tudo que você quer é uma etiqueta com um preço.
Arranjei uma professora de dança balinesa e fiz ótimas aulas. Como eu queria ir a um centro de compras, convidei-a para ir comigo para me ajudar a negociar. Perguntei quanto ela cobraria e ela disse que não era nada. Quando lá chegamos ela me atrapalhou bastante, sempre querendo que eu pagassde a mais! Eu reclamei com ela, mas ela disse ” eles são meus compatriotas, eu tenho que estar do lado deles”. Eu fiquei quieta e pensei que teria gasto bem menos sem ela por ali. Sem falar que pagamos almoço e um presente de vinte dólares, que para eles é muito dinheiro. Mas pela gentileza convidamos ela e o marido para jantar num belo restaurante, pois ela nos havia convidado para ir assistir a um ritual de dança num templo que ficava a umas 4 horas de Kuta, ao qual nenhum estrangeiro tinha a chance de ir. Bendito jantar, pois pudemos ver o marido dela, bem malandro e interesseiro, achando que éramos milionários. No dia seguinte me despedi rapidamente, sem dizer para onde Ãamos. Um passaporte roubado lá é vendido por uns sete mil dólares. Eles iam nos deixar sem dinheiro e passsaporte no meio do nada, e como irÃamos nos comunicar e confiar na polÃcia de lá ? A sensação de desconfiança que tive com ele foi muito forte, e há muito eu respeito completamente minhas intuições, que nunca falham. Fomos então para Sanur, para um bangalô maravilhoso, dando para uma piscina que acabava na areia. Ali não é mar aberto, as ondas são macias e grandes, mas seguro para entrar. A diária ali era sessenta dólares, o que pelo luxo é bem barato. Acabamos não nos hospedando em Nusa Dua, porque estávamos muito bem ali, e como carro com motorista era muito barato, Ãamos de manhã e voltávamos à tarde. Alguns passeios imperdÃveis: Ubud, que fica bem no centro, longe do mar. Pensamos em alugar um carro, mas como a mão lá é ao contrário daqui, preferimos o motorista. O caminho, lindo, sobe rodeando as montanhas com plantações de arroz. As mulheres bem velhinhas usam apenas uma saia comprida, e um pano enrolado na cabeça. Nada na parte de cima ! Adorei, acho que quando ficar velhinha vou para lá. Ubud é maravilhoso. Lá ficam os artesões que trabalham com madeira e pode-se comprar esculturas, objetos, quadros. Na foto abaixo estou na entrada de um famoso templo, Tanah Lot, construido no século XV.
Fomos também ao jardim botânico, mas saimos da praia com a temperatura em 28 graus, e lá em cima fazia uns 2 graus. Não aguentei o frio e tivemos que voltar. Ficou mais esta lição: mesmo que você esteja num lugar muito quente, leve sempre agasalhos, luvas, cachecol, para não perder nada. Depois fomos ver um vulcão em atividade. De longe, é claro. Ele não soltava fogo, mas um fumaça preta com um som surdo e assustador. Mas vamos falar de algo muito importante. A comida em Bali é em geral maravilhosa, mas eles têm a mania de colocar açúcar em tudo. Arroz com camarão na manteiga – dois dólares – mas… com açúcar. Quando voltar lá vou aprender a falar açúcar na lÃngua deles, porque não adianta dizer “please, no sugar!” – em geral eles não sabem nada de inglês. O pior é que eu estava vindo de Bankok, onde tinha emagrecido demais e agredido meu fÃgado com comidas estranhas. Um dos motoristas me disse que eu poderia curar meu fÃgado com um açúcar de palmeira, chamado meha-meha. Entrei num mercadinho e vi suco de tamarindo adoçado com meha-meha. Comprei algumas caixinhas, tomei e melhorei na hora. Lá pela terceira semana descobrimos um restaurante maravilhoso, que fazia uma costelinha de porco parecidas com as feitas lá em Minas. Tudo lá era bom, o que me salvou pois até então eu estava me alimentando mesmo era de banana e leite. Outra coisa imperdÃvel em Bali são as massagens. Todas as praias têm várias massagistas. Nós tÃnhamos a nossa favorita, elas usam óleo de côco e são muito boas profissionais, além de encantadoras e alegres. Mas para uma dançarina como eu, o melhor foram os espetáculos de dança – o Legong. Em Bali todas as crianças estudam dança na escola, por seis anos. É obrigatório, ou seja, faz parte o curriculo escolar. E nenhum prédio pode ser mais alto que um coqueiro! O pessoal de lá levanta muito cedo e trabalha bastante, mas no fim da tarde vão para a praia brincar e se divertir. Todos têm o básico. E o cheiro da cidade… é delicioso, único.
Aliás aconteceu uma coisa muito interessante. Eu estava recentemente assistindo a um programa de culinária na TV, quando o cozinheiro disse que estava fazendo arroz “tailandêz” com perfume de jasmim. Fiquei muito impressionada pois nunca havia ouvido falar dele. Fui ao mercado e comprei. Quando começei a refogá-lo senti o cheiro de Bali e cheguei a ficar emocionada. Era exatamente o cheiro de Bali. Aà foi que entendi a razão da cidade ter aquele odor: todos os dias os moradores fazem oferendas de arroz cozido, duas vezes por dia, para os deuses. Eles queimam bastante incenso também, mas o cheiro predominante é realmente o arroz. Enfim, a viagem foi maravilhosa e espero um dia voltar. 7 comentários para Dicas de viagem – BALI – Indonésia |
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q maravilhoso estou pensando em ir em maio com o meu marido ! estou pesquisando o maximo tds os lugares q posso visitar! se tiverem ideias por favor me falem !!!
Oi Vanessa,
Boa sorte na viagem. Vocês vão adorar!
Abraço,
Mc
Adorei sua estória da vaigem à Bali. Sou Massoterapeuta e estou muito interessada em aprender as técnicas da Massagem Balinsesa. VOcê conheceu algum lugar lá onde eu possa fazer aulas de massagem, durante uma viagem, por exemplo?
Ola,sou do Brasil,e gostaria de saber quanto vc gastou para ir a Bali
Oi Myrian,
Fui a Bali em 1994! Na verdade não lembro nada a mais do que coloquei no post. Mas hoje em dia fica fácil fazer uma previsão com a facilidade da Internet. E não se esqueça de fazer um seguro saúde. Faça várias cotações. Eu gosto muito dos seguros da American Express.
Boa sorte,
MC
Oi Maria!
Seu post sobre Bali me deu água na boca! Vou para lá em Novembro e estou ansiosa. Pena que vc nao lembrou o nome do hotel e do restaurante maravilhoso que citou no post.
Qdo eu voltar de lá, mando notÃcias. Na mesma viagem vou também à s Maldivas. Vc já esteve lá e tem alguma dica?
Bjs
Oi Fê,
Uau! Que saudade da minha viagem!
É uma pena eu não lembrar os nomes. Provavelmente tenho alguma nota do hotel de Sanur, mas a centenas de KM daqui. Enfim, em Kuta são bangalows espalhados entre jardins, do lado da praia. E em Sanur já era um hotel com entrada normal, e lá dentro os bangalows separados por pequenos jardins, também ao lado da praia. Como eu não viajo por agência (exceto a viagem para a India), eu gosto de pegar alguma dica de hotel apenas para chegar no lugar e depois escolher pessoalmente. Tenho horror de ficar num lugar ruim ou com algum problema, e já estar tudo pago e eu não poder trocar.
Fique muito atenta com as pessoas pois em qualquer lugar tem os “espertinhos”, e não chegue atrasada em aeroporto, pois se perder um vôo pode demorar semanas para encontrar lugar em outro. Aà a viagem vira um pesadelo.
Quando voltar mande também uma foto para colocarmos no blog. Infelizmente não conheceço as Maldivas…
SUPER boa sorte, e apreveite bastante, você vai adorar!
MC